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  • Foto do escritorJéssicaRebello Fotografia

Doula


Sou Luana Citadin, 36 anos, esposa do Fernando Marcon, mãe da Mariana e da Celina, Gestora de RH e Doula,

(em um grupo que participo ganhei o “título” de Administradoula), gostei. 🥰


Trabalho a 20 anos com gestão de pessoas o que me oportunizou conhecer muitas pessoas, muitos histórias, muitos perfis e também muito autoconhecimento.


Servir é minha missão, mas eu não sabia disso desde os 15 não... Comecei por uma oportunidade de trabalhar junto com minha irmã mais velha, fui tomando gosto pela coisa e seguindo o fluxo, só hoje depois de muita busca por autoanálise é que me dou conta disso.


Desde que me entendo por gente sou fascinada por crianças, antes mesmo da Mariana eu era daquelas que onde estivesse, se tivesse uma criança no local, meus olhos seguiam, se fosse em uma festa e tivesse 10 adultos e 1 criança adivinhem de quem eu me aproximava? Sim da Criança!!

Venho de uma família que ama crianças, tenho uma mãe parideira e que acredita que parir é natural, simples assim, e isso está no meu DNA;

Também sou apaixonada por mulheres grávidas, quando vejo uma, mesmo que desconhecida quero chegar perto, conversar, acolher. Quando uma amiga engravida, eu gosto de ouvir, cuidar, ajudar, apoiar. Gestantes pra mim são cheias de graça pois carregam em seu ventre o bem mais precioso.

Mas até então profissionalmente falando eu me sentia realizada, feliz, meu trabalho como gestora de RH em uma grande empresa da minha cidade era meu foco número 1.


Sempre sonhei em ser mãe, mas descobri mesmo a grandiosidade da maternidade depois que me tornei uma.

Lutei 4 anos pelo positivo, e em 2014 engravidei da Mariana, conheci através da roda de gestantes da minha cidade ''o mundo da humanização'', e descobri rapidinho que esse era o meu mundo!

Enquanto gestei a Mariana conheci a Fabiola Souto, que foi minha doula, hoje amiga e parceira de trabalho, e ela me ensinou tanto, mas tanto, que me inspirou a seguir também essa missão.

E em janeiro de 2015 Mariana nasceu, em um parto hospitalar lindo, natural, e por meses me dediquei exclusivamente a ela, amamentando dia e noite em livre demanda, e descobri outra paixão: A AMAMENTAÇÃO.



E a Mariana foi crescendo e minha vontade de fazer algo com essas minhas paixões (Gestantes, humanização, nascimento, amamentação) foram só aumentando, paixões essas que fizeram me tornar consultora em amamentação e Doula de Parto.

Conciliando trabalho, maternidade e doulagens, me vi em crise, sem saber se estava no caminho certo, achando que não seria possível conciliar tantos papeis, mergulhada nesse mundo, sem planejar engravidei da Celina em 2017 e em dezembro desse mesmo ano ela nasceu em um parto domiciliar MARAVILHOSO!

Celina veio para me ensinar tantas coisas, uma delas foi que é possível sim conciliar todos esses papeis, afinal de contas eu gosto de viver essa adrenalina mas também preciso de segurança, amo meu trabalho “formal” amo minha família, mas descobri na doulagem é a minha missão de vida! Então mesmo não podendo dedicar todo o meu tempo a isso eu concilio todos os meus AMORES para poder atender e assistir mulheres que querem parir de forma respeitosa na nossa região.


Mas afinal de contas, o que faz uma doula?

Texto de Ana Cristina Goulart do site Doulas.com


A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes e durante e após o parto.

Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.

Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.

O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.

O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.


O que a doula faz?

Antes do parto ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.

Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc.. Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.


O que a doula não faz? 🚫

A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.


A DOULA E O PAI OU ACOMPANHANTE!

A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.

Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.


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